Extinção...Uma preocupação real


O BUFO REAL

O bufo real é uma ave de rapina nocturna e semelhante ao mocho. Vive em regiões montanhosas e rochosas, com pouca ocupação humana. Em Portugal, esta ave vive nas zonas de Trás-os-Montes e Alentejo. Apresenta uma alimentação variada como ratos do campo e lagartos e às vezes lebres pequenas. Esta espécie está sujeita a várias ameaças, como colisão e electrocussão em cabos de alta tensão. Também é perseguida pelo homem porque é considerada "destruidora da caça". O seu habitat está a ser destruído.

Patrícia Santos, 8ºano

A CEGONHA-PRETA

Ao contrário da cegonha branca, sua parente, a cegonha preta é rara no nosso país. Habita em regiões com muitas árvores, junto a lagos, rios e terras pantanosas. A sua alimentação é muito semelhante à da cegonha-branca. Inclui uma maior percentagem de peixe e outros seres aquáticos. Está em vias de extinção porque o homem pouco a pouco está a destruir o seu habitat e também porque os agricultores utilizam muitos químicos nas suas plantações sem se aperceberem que estão a envenenar muitos seres vivos incluindo a Cegonha-Preta.

Maria Beatriz Marques, 8ºano

CORUJA-DAS-TORRES

A coruja-das-torres é uma ave de rapina nocturna, facilmente identificável devido ao disco facial branco em forma de coração e pela pelagem alaranjada do seu corpo. Vivem em zonas de campos agrícolas, construções abandonadas, chaminés e torres de igrejas. A coruja-das torres é uma espécie distribuída por todos os continentes. Em Portugal vive na Ilha da Madeira. É uma espécie ameaçada devido à intensificação da agricultura, uso de pesticidas e redução de roedores (o seu alimento preferido).

Maria Beatriz Marques, 8ºano

FOCA-MONGE DO MEDITERRÂNEO

A foca-monge do Mediterrâneo é provavelmente o membro da família das focas mais ameaçado de extinção. Outrora espalhada pelo Mediterrâneo e águas adjacentes, hoje estima-se que haja somente cerca de 400 indivíduos restantes desse mamífero marinho.
A foca-monge, também conhecida por lobo-marinho, é um animal robusto que pode atingir os 400 quilos e os 4 metros, no caso dos machos. As fêmeas são sempre mais pequenas podendo atingir até 2,30 metros.
Apresenta uma coloração castanha-acinzentada, sendo que, nas partes inferiores, apresenta manchas mais claras de cor amarelada e esbranquiçada. Quanto mais velhas se tornam, mais clara é a sua tonalidade, chegando a atingir a coloração prateada.
Quando submerge, as suas narinas paralelas fecham-se, impedindo, desta forma, a entrada de água para os canais respiratórios. Debaixo de água, servem-se dos olhos para se guiarem, mas também dos seus longos bigodes, órgãos do tacto extremamente sensíveis às mudanças de pressão.
Alimenta-se de animais que captura na água, como polvos e peixes de tamanho considerável. Ainda assim, além de predadores, são também presas de outros predadores maiores como as orcas e os tubarões. Porém, dado que estes animais não costumam aproximar-se das zonas costeiras, constituem ameaças muito pontuais.


Preservação da espécie em Portugal


Pelo menos desde 1982 que existe um cuidado especial em preservar a foca-monge das Desertas. Esse cuidado tem vindo a ser prestado pelo Parque Natural da Madeira. Em 1988, a protecção legislativa das Ilhas Desertas veio reforçar esse esforço de preservação, tendo sido criado em 1995 a Reserva Natural das Ilhas Desertas. Durante a década de 80 e 90, o PNM apostou na protecção da espécie, na monitorização e estudo da colónia, na educação ambiental, e no contacto directo com os pescadores do Funchal e do Machico. Em 1997, criou-se nas Desertas uma Unidade de Reabilitação destinada a recuperar animais que corressem risco por se encontrarem debilitados. A protecção das focas é levada a cabo por vigilantes da natureza que patrulham as ilhas de bote.

Hoje em dia, a principal ameaça sobre estes mamíferos pode ser uma catástrofe inesperada, tal como um derrame de crude. Isso, por si só, seria suficiente para dizimar uma colónia.

Beatriz Pinharanda Ferreira, 8ºano
 
Copyright 2009 .